SÃO PAULO,
24
Agosto
2018
|
15:00
Europe/Amsterdam

Pagamento de empréstimos pessoais é prioridade para endividados

Pesquisa da TransUnion mostra que menor número de parcelas quitação da dívida pode afetar a escolha do pagamento; parcelas de carros, imóveis e cartão de crédito ficam atrás na hora de escolher o que pagar

Quando chega a hora de decidir quais parcelas pagar e quais deixar para o próximo mês, os endividados optam por priorizar os empréstimos pessoais ante outros produtos de crédito, como financiamento de veículos, hipotecas e cartões. É o que mostra a pesquisa realizada nos Estados Unidos pela TransUnion, empresa global de análise de crédito.

Esta é a primeira vez que a empresa considera o pagamento de empréstimos pessoais no estudo desde 2010, quando começou a analisar a dinâmica da hierarquização de pagamentos dos endividados. Indo além desta modalidade de empréstimo, os resultados vão de encontro às análises prévias da TransUnion, que mostram que os pagamentos das parcelas dos financiamentos de veículos estão à frente das hipotecas e cartões de crédito, uma situação que se repete desde 2004.

“É surpreendente para nós que, para a maioria dos consumidores endividados, os empréstimos pessoais sejam priorizados ante outras dívidas mais proeminentes, como hipotecas e financiamento de veículos”, comenta Ezra Becker, vice-presidente sênior e head de pesquisa da unidade de Serviços Financeiros da TransUnion. “Ainda que os empréstimos pessoais existam há muito tempo, foi o aumento recente no número desta modalidade de crédito que nos levou a explorar sua posição dentro do espectro de pagamentos. A priorização de empréstimos pessoais entre todos os outros é contra-intuitiva, mas nosso estudo é claro. Acreditamos que a duração relativamente menor destes empréstimos – geralmente de menos de 30 meses – é um fator chave no processo de decisão dos consumidores”.

Dados recentes da TransUnion mostram que a duração média do acordo é muito menor para empréstimos pessoais. Para empréstimos originados no último trimestre de 2016 desta modalidade, o prazo era de 28 meses em média. Neste mesmo período de análise do ano passado, o período médio para financiamento de veículos era de 60 meses e de hipotecas de 230 meses.

“Presumimos que aqueles que fazem empréstimos pessoais sentem que podem quitar rapidamente estas dívidas, mesmo quando estão se esforçando para manter as contas em dia. E existe uma clara e curta obrigação de pagamento – uma luz no fim do túnel, de alguma forma”, diz Becker. “Ao contrário dos financiamentos de carros e hipotecas, que têm acordos muito mais longos, e cartões de crédito, sem data final para o pagamento. Encontrar uma oportunidade de quitar um débito pode ser uma motivação poderosa para o consumidor endividado”.

Padrões no histórico de pagamento

Antes de incluir os empréstimos pessoais no estudo sobre a ordem dos pagamentos de dívidas, a TransUnion analisava os padrões de pagamentos de financiamento de veículos, cartão de crédito e hipotecas. Desde 2004, os consumidores que tinham as três modalidades priorizavam pelo pagamento dos veículos, com a hipoteca em segundo lugar, seguida pelo cartão de crédito.

“O financiamento de veículos tradicionalmente era priorizado porque a maioria das pessoas usa o carro para trabalhar, levar os filhos na escola e outras atividades”, comenta Nidhi Verma, diretor sênior de pesquisas e consultoria na unidade de Serviços Financeiros da TransUnion. “A grande maioria da população não vive em grandes cidades, com boa infraestrutura de transportes públicos. Alternativas viáveis de comprar um veículo automotivo à vista são escassas, então há a necessidade de continuar com os pagamentos financiados”.

No Brasil, as mudanças referentes ao rotativo do cartão de crédito devem impactar diretamente a hierarquização das dívidas. Se antes era possível jogar a maior parte da fatura para o próximo mês, agora as pessoas serão obrigadas a quitar ou usar outras linhas de crédito fornecidas pelos bancos.

“É esperado que o cartão de crédito ganhe maior prioridade. Os brasileiros tinham o hábito de jogar o pagamento total da fatura para o mês seguinte, mas agora terão que buscar alternativas para quitar os débitos sem correr riscos de ter restrição ao nome, por exemplo”, comenta Claudio Pasqualin, diretor de produtos e novos negócios da TransUnion.

Para mais informações sobre o estudo, clique aqui.

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